REFLEXO DO POST “Novamente – Nova mente?

É tudo tão escuro, só escuro
Quando não é só claro, tão claro
Essas dicotomias de sempre, mal ditas
Malditas feridas que não saram, não dizem
Não trazem reflexão, revelação, só inquietação
E fervo, e me espremo, e me temo, e me contenho
Me censuro, me aturo, me perduro não para sempre
É tudo tão meu e de não sei de quem
Uma hora só fico, outrora só vou
Uma hora só rastejo, outrora só vou
E dizem que eu voei mais do que gritei
E dizem que eu sou mais do que me vejo
E dizem coisas belas que eu não atinjo
E dizem maravilhas que eu não internalizo
Eu tenho tanta culpa e sou tão inocente
Eu cresço tanto e permaneço decadente
Eu ando, me sujo, e nunca me reconheço astuto
Eu canto, me estudo, e nunca me saboreio doce fruto
Eu me viro e continuo na mesma submissão
Eu sonho, eu realizo, e ainda hospedo insatisfação

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