REFLEXO DO POST “Filhotes

Filhotes, outrora, não mais menores
Não mais tão longe, nem mais perto
Menos remotos, sim, menos irreais, sim
Sim, meus, eles, inexistentes ainda, sim
Filhotes, pequenos, eternos, filhotes
Filhotes de mim, pedaços de mim, partições
Manifestações carnais, ideais, emocionais
Manifestações intencionais e naturais, surreais
Manifestações inimagináveis, capazes, incapazes
Capazes de sofrer, incapazes de não se quererem
Meus filhotes, seus pinotes, meus mais fortes… ensejos
Meus possíveis portos seguros, felicidade plena, ou não
Meus possíveis desgostos puros, impunidade extrema, ou não
Meus queridos que nunca estiveram tão ambiguamente vistos
Meus filhotes que nunca contaram tão pouco com um acidente de sorte
Meus pequenos que nunca foram tão maiores do que microscópicos alentos

Eu não quero que venham indesejados
Eu não quero que venham idealizados
Eu não que venham e não digo “ponto”
Eu quero que venham e não digo “ponto”

 

Anúncios