REFLEXO DO POST “Papelão

O que é por dentro
Por fora nunca é todo
Porque quando é alento
Não é só carícia ou estouro
Pode se mostrar mero, sim
Para quem tem sede de fins
Quem dera acabasse em si
Se fosse brilho óbvio de marfim

Foram-se os mesmos abraços
Todos críveis só quando apertados
Banhados em sorrisos de plástico
Ícones de ontem e de amanhã, fáticos

Quem foi que me mandou calar?
Quem tem lágrima para me afogar?
Quem é tão só que ao toque alheio é alérgico?
Quem não se contenta com o a hashtag remédio?

Morreu… O dono de tudo que nunca existiu
Deixaram partir seu coração ainda cedo
Virou pó tudo que um dia foi desejo
Relíquia é menção que ainda fascina

Ministério do mistério
Vem do dom de dizer
Que tá bom, que é besteira
Que não é saudade, é canseira
Em ordem, desculpas escondem
Uma dor que só comove
Quem também vive de sombras

O que há de errado conosco?
Onde paramos de nos poupar?
Toda essa ideia de humanidade
Essa busca por essa tal de estabilidade
É a doença real, da qual ninguém ousa falar

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