REFLEXO DO POST “Choque -37-

Revisão é fraqueza, incerteza?
Inexatidão, inconsistência, inconstância?
Revisar é deixar-se, em parte, para trás
É jogar-se para o alto sem temer a queda
É ser louco e imprevisível e inimigo do lucro
É complicado demais para categorizar
É caro demais para fielmente acompanhar
É coisa que só poucos fazem e sempre farão
É paz e caos de espírito que envolvem o coração
Quem revisa nunca descansa, nunca desiste, nunca finda
Quem revisa nunca se atraca, nunca freia, apenas desliza
Quem revisa sempre tem algum fôlego para tudo à vista
Revisar é ter pouco e imensurável poder de acepção
Revisar é seguir placas em constante reformulação
Revisar é mentir e dizer que a verdade está próxima
Revisar é ver no ordinário a possibilidade de inédita joia
Revisar é acreditar que sempre há mais do que há
Revisar é ceder apenas ao surrealismo que se faz realidade
Revisar é desmontar e parir mutações alienígenas e familiares
Revisar é rever, repensar, redimir-se, reimaginar-se, reviver
Para além de si, para além dali, para a infinidade finita

Todo mergulho é um conceito
É possível haver vários favoritos
Não há linha de chegada incontestável

Toda desilusão é fonte de sorriso
Identificar a
Parar é verdadeiro forçamento
Contentar-se é a pior escravidão
Enganar-se é popular contentamento
Revisitar-se é raramente foco de consideração

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