Durma, querido
O sono é merecido
Meio dia, dia corrido
Mas o descanso tem de ser tido
Ora, é hora, agora, sim, senhora
Tire os óculos dos olhos, pesados
Tire o peso dos ombros, encharcados
Deixe a água levar o suor para longe
Se não há tempo, faça por onde
Não se entregue de bandeja a si mesmo
Já plantamos nosso próprio desespero
Cair não é só se ver fora da linha comum
Também é excesso de voz alta, céu azul
Quando o motor aquece, pouco bom acontece
Se há verdade na vulnerabilidade…
Não se reprima, não se empurre, apenas pare
Sono que pode ser visto como desperdício
É semente para uma fertilidade sem igual
Se há bateria, sua recarga é só novo início
Nada além de um ciclo digno e natural
Se o pico é real, a descida há de ser fluida
Nem só aclives fazem uma montanha-russa
Oscilação é manutenção de organicidade
Apenas negativa quando vivida sem vontade

Anúncios