REFLEXO DO POST “Sob óleo de impasse

Bato palmas?
É real, ainda, por quê?
Nem consigo temer
Jogo o medo em mim
Sou provedor simples assim
Se fosse outro eu, talvez menor
O dilema seria um pouco maior
Sempre encontro o, um jeito
Um extraordinário novo apelo
Uma barreira dessa, inédita
Toda vez me privo sem piscar
Nunca eterno, nem sei explicar
Uma hora eu me pego em flagrante
Aí chove desculpa e pedido de desculpa
Desta vez, foi o amor que não me desperdiçou
Surgiu em uma divagação de chuveiro matinal
Me perseguiu o dia inteiro, em cada nobre sinal
Foi toque, foi abraço, foi quase choque, embaraço
Não consigo escapar essa vontade de amar
Ainda a retardo por não tanto mais me apreciar
Bato palmas para a resistência. Resiliência?
Mas ainda tenho o comando, a dormência
A poda é automática, letal ainda não
O remédio de todo dia ainda é a solidão
Porque eu só conto com o que for pior
E desilusão não falta no meu coração
Já foi pessoal, já foi profissional, já foi familiar
Toda queda já tem seu pódio, seus ecos
Prefiro não simplesmente mergulhar
Apesar de não ter lá os melhores critérios
Estou perdido, ainda que em mim
Estou me sentindo estranho
Talvez isso seja o começo do fim
Mas o normal hoje é não me abrir
Então se a mudança em seus termos existir
A paciência tem que reinar antes
Porque eu me importo um tanto comigo
Sou meu maior vilão às vezes
Sou meu herói mais azarado, há vezes
Por ora, fico sem memória, com doce
Doçura de possibilidade de felicidade
Amor de amanhã, espere por mim

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