REFLEXO DO POST “Padrões

Ei, tentáculo
Trêmulo, fragmentado
Pedaço trezentos de um milhão
Refração abatida do meu coração
Pegajoso, você, ainda, como sempre
Não entende, apodrece insistente
Que pulsação mal abortada, você
Prego na unha que arranha
Dedo na ferida estranha
Filtro que tudo liberta
Censura jamais ereta

Ei, querido jovem comigo
Sei o quanto divaga tão carente
Como pensa que o fim da dor é existente
Na verdade, seu crescimento é que é
Ainda não viu?
Os horizontes vomitando?
As rachaduras gemendo?
Os rascunhos se assassinando?

Ei, mais um desses ternos
Discursos prontos, todos eternos
Nenhuma mancha de conjunto sincero
Quanto você custa? Um apego amarelo?
Um desses que ninguém acredita mais?
Um daqueles que quase ninguém tinha?
Um que estava perdido numa esquina?
Um que é lenda urbana hoje em dia?

Ei, eu ainda vejo miragens de amanhã
Sem pecado na gota da agulha pagã
Mas errado mesmo está o temor
Distante como qualquer sabor

Ei, eu
Eu sinto muito
Ei, nós
Nós vamos?

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