Moda, motivação
Ansiedade, ambição
Intensidade, insatisfação
Corda, arrebentação

Humor por toda parte
Acidez como maior arte
Nebulosidade sem destaque
Agilidade como gratuidade

Eu quero e eu posso
Eu quero e eu faço
Eu vou e eu consigo
Eu me jogo e eu atinjo
Será que esse é o traço?
Assim, sem maior embaraço?
Será que o sucesso é só isso?
Esse progresso sensual e maciço?

Moça que não sabe o que quer
Moça que não quer o que visualiza
Moça que quer o que visiona
Moça de insolência que impressiona
Moça que não sabe do que precisa
23 nas costas e o tempo não a intimida
Coragem e falta de vergonha nada tímidas
Pudor que nunca dá as caras, sinal de vida
Moça que sempre está entre vítima e heroína

Sem um talento, sem um firmamento
Praticamente jogada ao destino, ao vento
Mesmo assim, cheia de contentamento
E ao mesmo tempo, descontentamento
Aposta no vazio que parece fértil
Confia na felicidade que pode ser estéril

Estética bem coerente, sim
Eletrizante, vibrante sem fim
Sempre jovial, firme, calorosa
Artificial e naturalmente primorosa
Os horizontes raros deixam saudade
Os banhos de sangue neon também
E até o ordinário todo rico em inverdade?
Até da mesmice tira-se algo que vai além!

Fotografia que não decepciona
Abre o escopo nada sutilmente
Deixa toda a emoção vir à tona
Embora desesperada, decente
Muito amarelo, vermelho, roxo
Muita paixão, efervescência; e fogo
Nada de absurdos ou hesitações
Apenas alguns abusos e inexatidões

Roteiro ou escorregão?
Que derrapagem, amiga…
Por que tanta fragmentação?
Uma fibra nucleica tão fina…
O que acontece não tem raiz
E os eventos nunca crescem
Todo corte é um passo infeliz
Uns aos outros não enaltecem
E assim se vão os minutos mente afora
Anteriormente tão rasos quanto agora

Boa parte da promessa de diversão
Vai embora pelo ralo, sem obstrução
Pois o texto simplesmente falha em reter
Eficiência, consistência, enfim, prazer
Então o que era para ser descontração
No máximo é anomalística colocação
Esperteza é o que passa longe sempre
Frustração é esperá-la insistemente

E como se esvai a validade de algo
Quando sua essência não rende um caldo…
E como é frígido o entretenimento
Quando tão quaisquer são seus momentos…
E como não impactam essas tentativas
Quando não há diferentes linhas compositivas…

Netflix caindo do cavalo de novo
Bem, desta vez ficou pendurada
Pelo pé, mas ficou, mas caiu, de novo
Netflix fazendo feio mais uma vez
Bem, não foi tão feio quanto antes
Não insultou tanto o freguês
Netflix com padrão novo?
Um ruim, um bom, um mediano?
Tá de brincadeira com o povo?
Antes não tinha nada tosco…
A variedade custa caro e não dá troco?


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