Los Angeles…
Hollywood…
O que há lá?
É só o que se pensa?
É só o que se satura?
É só o que nunca apodrece?
É só o que sempre ressurge?
É só o que se sustenta?
É só o que se atura?
É só o que nunca se esquece?
É só o que sempre simplesmente não ilude?

Uma série para ser adolescente…
Precisa ser gratuita, inconsequente?
Uma série que pretende ser jovial…
Precisa se atropelar, a todo vapor, banal?
Uma série com fama no escopo…
Precisa gritar tanto e dizer tão pouco?

Texto que não funciona
A emoção nunca vem à tona
Só existe num estado infame de coma
Tão irrealmente mal escrito
Tão insuficiente, sem afinco
Infelizmente, não transcende isso

Tanto a história quanto seus versos
Ambos seriam excelentes aos avessos
A coisa mais rara, se houver, são acertos
Nenhuma escolha tem perímetros espertos

O quanto se perde do pouco que se planta?
O que se salva da imensidão que se engana?
Quem aqui tem o mínimo de discernimento?
Quem não sabe o que não é bom entretenimento?

Artifícios artificiais ao extremo
Não há densidade nos movimentos
A máquina de progresso flui? Flui!
Mas o interesse, ah esse… só rui…
Será que a evolução é valorosa
Se as suas engrenagens são preguiçosas?
Como defender a sua fertilidade
Se ela não tem nem um grão de fertilidade?
Achou redundante a rima acima?
Olha, se olhe no espelho…

Fotografia sem cuidado nenhum
Nenhum equilíbrio de luminosidade
Luz natural aumenta as imperfeições
As frestas imperdoáveis: as distrações
No lado narrativo da coisa, exposição
Exposição demais e qualquer, avulsa
Repetitiva e mesquinha, imatura
Nesse caso, a coerência é sólida
Pena que o paralelismo é pobre
E não há surto de alienígena sorte
Todo enquadramento é um porre

A trilha sonora não podia ficar atrás?
Ao invés do que veio, podia ter ficado…
É tão invasiva que se torna descartável
Vai de adereço à obstáculo a embuste
O volume voa mais alto do que tudo
Das músicas, salvar algo? Jamais!
Uso impróprio e aleatório, amador
Complementa bem… o ranço e o seu teor

Parabéns, atuações
Sua essência foi captada
Meus olhos reviraram
Só uma coisa, queridas
Onde ficaram as nuances?
Onde caiu a boa inverdade?
Por que tão desinteressantes?
Por que tão sem criatividade?
Culpem o texto, eu apoio
Mas vocês nem tentaram
Acho que sabiam, mas entraram
Esperava mais, já que ali estavam
Ou fizeram o melhor e ele é aquilo?
Nem derramaram suor, o que foi aquilo?
Lindo é o protagonista masculino nisso
No trono da estranheza à expressividade
No primor do excesso de (in)“atratividade”

AMOR METEÓRICO…
À primeira vista, né?
Hm… é para ser sério?
Todo, assim, sem nexo?
Todo, assim, qualquer?
É teen ou ATCHIM?
Tenho alergia a romance ruim…

Resumindo a mediocridade
Nada vai deixar saudade
Nada instaurou sede, não
Nada teve senso crítico
Nem se me pagarem eu fico
Ah, voltando ao famigerado resumo
Mais cerejas nesse bolo de infortúnios:
Casal lésbico como acessório
Apenas dele, todo compulsório
Protagonista superestimada
Excelente em entregar quase nada

Freeform, tu não aprende, não?
Ah, teu foco é só pagar micão?
Ah, tudo bem, ou não, então…
Freeform, mais uma, tua, decepção…
Mais uma para a incomparável tradição…
Freeform, tua presença tem originalidade
Toda coberta por espessa má qualidade


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