REFLEXO DO POST “Poema qualquer (3+3).(3.2)-(3.6)-(3+6)+(3.3.3)

Olhos carniceiros pela madrugada
Cortina sangrando, pele calada
Instinto acuado no fundo da alma
Medo ecoando da saída à entrada

Mantos que cobrem o verdadeiro
Tesouro sem igual, o único, o primeiro
Desde o início parte de mim inteiro
Desde o estreante milissegundo do pesadelo

Pisca luz, treme nervo
Rabisca verbo faceiro
Escapa pelo dente doente
Vira bicho, vira gente
Vira derrota em declínio
Um soco, um beijo, um cisco
Revira-se em mil traços
Os tropeços e os abraços
Os recomeços e embaraços
As clarezas e as incertezas
Uns sufocando, outros ascendendo

Que mundo é esse bem agora?
Que todo alívio é de outrora…

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