REFLEXO DO POST “Convergências mais naturais

Convergências mais naturais
Medos caindo de pedestais
Venha até mim agora mesmo
Não precisa se esconder mais

Te encontrei, reflexo meu
Te roubei e te reconquistei
De mim não vais escapar
Prometo sempre me amar
Enquanto vida me restar

Não é vergonha me recolher
Pegar cada pedaço que parti
Se o coração ainda pode bater
Ainda há tempo para eu sorrir
Comigo e por mim, até o fim

Descubro na poesia, o néctar
O núcleo, a força, a energia
Nada de forca, nada de luto
Descubro nos veros, o inverso
A saída na entrada no abismo
O começo no fim de tudo isso
Recomeço como único compromisso

E então me tenho
Em braços trêmulos
Em bochechas úmidas
Em gelo cadente
Sem números
Sem páginas
Só a pureza
Só a beleza
Só a ciência
A consciência
Me amo
Me liberto
Me levanto

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