Tentáculos ou correntes ou sopros
Atrasos ou sementes ou esporros
Quebrados ou carentes ou insossos
Se mais de um eu for, que eu seja!
Plural seja a verdade que me tiver!
E que seja toda, real, exceto qualquer!
Opções limitadas são universos podados
Galáxias no escuro da omissão, supressão
Inverdades anônimas nas esquinas da ignorância
Reclusas, amordaçadas, sedentas por dignidade

Frutos ou tapas ou morros
Muros ou farpas ou choros
Furos ou palmas ou agouros
Se for para ferir, que vá fundo!
Se for para ser, que seja do mundo!
Democrático seja o horror do homem!
E sua queda também, vintém por vintém!

Alegria ou inexperiência ou fraqueza
Alergia ou insistência ou franqueza
Agonia ou insuficiência ou firmeza
Como se faz uma vitória genuína?
Como se domina uma sina?
Como se instiga a improbabilidade?
Como se muda o curso da normalidade?
Como se questiona a injustiça?
Como se ver além da imundícia?

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