REFLEXO DO POST “Choque -33-

De dentro do peito
A alma fala sem tropeços
Mesmo a carne trepidante
O coração, imponente e gigante
Ajudado por tantas muletas
Líquidas, pílulas, grossas e finas
De madrugada, de todo dia
Sobe pelas paredes, pela cortina
O fogo que insiste em ser poesia
A natureza que nunca se esvaiu
A verdade que nunca foi mentida
Voltam todas que ficaram queridas
E os que jamais foram engolidos
Os laços de medos seculares
Novas luzes de velhas coragens
O amor em armadura de si mesmo
O fim tão brilhoso quanto o começo

Anúncios