REFLEXO DO POST “Choque -32-

O pó do beijo infame
A despedida do início
É a massa do abraço
O atrito do segundo passo
O calor da rompimento honesto
Nada mais de vírgulas como espadas
Saídas da carne, da brasa, vivas
O menino é feto e idoso, afeto
Por si, morre e renasce, reinventa
Sonha o segredo e realiza a resposta
Ninguém é ouvido, infeliz, felizmente
Cordial mente… traz cortejo carente
O coração vibra contente ultimamente
Trêmulo e cheio de ruídos coloridos
Ferido ele dança sobre todos os golpes
E toma coragem selvagem em longos goles
E cospe a vergonha de ser quem é
O menino é adulto, é Zezinho, é José
Colhe botão e pétala abandonada
Escolhe se viver antes de mais nada
Acalanta perdão na beira do portão
Dá a alma a quem chorando quer a mão
Salta da cama, mergulha no orgulho
Revira a trama, dá o troco ao futuro
Deixa de se ver como nada sem ver como tudo
Quem é seu, é tesouro, é profundo
Não importa se o copo está todo vazio
Quem se tem nunca está realmente sozinho
Quem se acolhe nunca está realmente sem ninho

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