REFLEXO DO POST “Fantasma da improdutividade

E o que faço…
Quando não faço
O que melhor faço
Se não me embaraço
Se não perco no meu abraço
Se não morro e renasço
Se não me explodo e me calo
Cai a neve, a lava, o nada
Os picos colidem puramente
As nuances nem chegam ao papel
O céu e o inferno são reais
Eu fico no andar de baixo, sempre
Falta luz, falta pó, efeito sonoro
Melodia que um dia me guia firme
Se esvai como se fosse fibra qualquer
Mas no fundo eu sinto, sei que não é
Mas quando ele vem, nada fica
Mas quando ele canta, o vazio grita
Mas quando ele ressurge, sucumbo no negrume
O que faço se já não me desajeito?
O que faço se ando por aí todo direito?
O que vivo se tudo que vejo é o que vejo?

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