REFLEXO DO POST “…Menos o que for do seu desejo

Cortejo de espinhos
Porque não há tempo
É só mais sofrimento
Querer se ver são, completo
Passa a alma pelo buraco de nada
Perder é parar para imaginar
Perder o que jamais foi ganho
Perder o que não quiseram tomar
Ninguém sabe, nunca saberá
Tristeza é ainda se planejar
Felicidade é sorrir no mesmo lugar
Sabedoria é não soluçar
Os ossos mergulham para fora
A carne brilha quando estica seca
Nuvens pálidas nos olhos trêmulos vermelhos
Quedas de todos os tamanhos, enganos
Engana-se quem acreditar ser a última
Toda outra vez nunca é a tão sonhada
Fazem poesia com o horror de tão belo
O suor que arde na ferida cuspido com esmero
É tão bonito se ver entre os versos livres
Eles não morrerão a qualquer passo qualquer
Sua paz não é parar. É borbulhar, é penetrar
Nossa paz não é, nosso sossego não é. O sofrer.
A sorte é o amor que é teimoso
A salvação é o dengo que não tem razão
Se fossem inteligentes, não arrasariam nosso peito
Ficam nos cortes nos troncos do juazeiro
Ficam nos beijos dos restos de lábios pretos
Ficam nas sedes da realização do único desejo

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