Premissa boba nunca é pecado
Tem seu espaço reservado
Mas bom senso não custa caro
Pelo menos esse é o recado
E deveria ser regra, legado
Acordo jamais quebrado
Pelo visto, não é assim
Nem no começo, nem no fim
Nem nas entrelinhas, enfim…
Para a insuficiência, dizem “sim”

Não basta ser fútil
Tragam incompetência
Insiram hipérbole inútil
Não ergam valorosa essência
E se ainda houver dúvidas
Sobre o que estragar
Não precisa muita pergunta
É só o roteiro não lapidar

Brincar com Hollywood, OK
Nada fora do padrão do canal
O que também não é anormal?
Ser impotente e tão “cheguei”
A prepotência assusta, OK?
É como um remédio amargo
A temática nunca foi tão baixo
Aqui, tão errada que nem sei…

Falta tanto na introdução
Nada que possa ser posto depois
Porque tudo é crucial questão
Principalmente a química dos dois
E a grandeza deles nunca chega
E a melhoria é o que mais se deseja
Mas em 40 minutos, nada se reinventa
A primeira vista é única, a mais nojenta

Não há grandeza
Infelizmente
Em quem deveria
Não há firmeza
Nem levemente
Nas glórias e agonias
Tudo é plastificado
Milimetricamente colocado
Nada salta para fora
Nada faz o olho saltar
Nada positivamente estoura
Não há nada digno de se relevar
É até triste falar a verdade aqui
Mas, felizmente, tem que ser assim

As atuações classificadas coadjuvantes…
Não poderiam ser menos desinteressantes
Não são reais, nem meras, nem suportes
Na maioria das vezes, nem mesmo porres

Assim fica difícil
Quase impossível
Se sentir imerso
Mergulhar no universo
Querer viver mais lá dentro
Sentir as cores e o movimento
Mas quando tudo é dispensável
O descaso é mais que fácil

Os personagens, coitados
Jamais emissores de empatia
O texto é dos mais mal arquitetados
E as atuações espalham antipatia
É como ver robôs interagindo
Sob códigos beges e secos
Sem impacto ou afinco
Apenas ecos mesmos

A fotografia entra na fila
E decepciona com louvor
Maltrata as imagens que empilha
Traz a névoa infame como maior fator
E nada é claro, ou nítido, ou artístico
E tudo é pardo, ou barato, ou desperdício
As cores não têm força que se respeite
A angulação nunca traz belos enfeites
É deprimente se doar aos cenários
Porque eles são mediocremente ordinários

E! E sua sede por notoriedade
Esquecendo de investir em qualidade
Trazendo um conteúdo sem igual
Enaltecendo algo tão banal
E! ficando para trás na relevância
Alavancando a queda do apreço
Se mostrando apenas datado adereço
Escravo das mesmas chulas instâncias
É precisando de mais que mudança
A crise é multidimensional, letal
E! acelerando seu ponto final?


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