REFLEXO DO POST “pausa_82.wdsp

Os céus nublados de outono
Contam histórias de nós dois
Entre ventos delirantes avulsos
Lembro de tudo que ficou para depois
E eu era tão jovem dono de mim
Agora definho por nunca ter sido seu
Choro as lágrimas que entregam minha fraqueza
Neste ponto, neste fim de linha, de bandeja
E como eu queria simplesmente voltar
É tão tarde… demais para te valorizar
Por tudo que fostes sem minha companhia
Por tudo que sofrestes sem nossa nostalgia
Ambos vítimas, um culpado, dois condenados
Desculpas é pouco, remorso é orgulho disfarçado
Não mereço nada além do vazio das suposições
Perambulo revivendo os sinais que ignorei
Rezando para que o presente seja ilusão
Mas a morte sussurra mais alto, é em vão
Querer já não é o suficiente, hoje também não

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