REFLEXO DO POST “Poema qualquer (333-300)

Aonde foram
Onde foram
Parar, meus
Versos, apogeus
Sentidos estranhos
Supérfluos, magnânimos
Quero inventá-los
De novo, vivê-los
Neles, me encontrar
Depois de me perder
Neles, seus segredos
Meus desesperos
Apegos, desapegos
Mãos, braços, dedos
Proporções aleatórias
Marcas na memória
Não sei muito bem
Vi um pouco, tudo
Nos delírios profundos
Entre trapos inspiradores
Desenterro velhas dores
Quebranto-me sobre elas
Abro inéditas esferas
E é como novo
Universo de saber
Tortura e prazer
Telhado de vidro
Abocanha abismos
Amo tudo isso
Não sou apenas eu
Nunca fui, realmente
Agora sou, realmente
Meus versos me fizeram
A plenitude mais incompleta

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