REFLEXO DO POST “Choque -30-

Não somos
Tão diferentes
Quanto da última
Vez, decepção
E pedimos perdão
Por duvidarmos
De você, de mim
Mas então, enfim
Sabemos, que iremos
E mesmo sabendo
Continuaremos, iremos
Porque somos, nossos
Problemas, finitos
Em constante
Fabricação, reinvenção
Rimas de ritos medíocres
E sensações incompatíveis
Como um cometa, um mito
Um apreço todo maligno
Nos sentimos mais
Continuamos pequenos
Mesmos becos, desesperos
Mesmas podridões, solidões
Ratos e homens, sinônimos
Sombras que se mesclam
Beijos costumeiros, sorrateiros
Eu sei o quanto dói se saber
E a parte doce do prazer
O amargor de não se reter
É tão confuso, você sabe… Viver!
É que nunca bastará fazer
Porque sempre haverá lacuna
Porque a razão nunca será profunda
E a superfície será armadilha
Quando mergulharmos, danou-se
De novo, como no princípio
Eu e meu ego e meu senso
Meu ranço, não canso, meu alento
Me perco em meu sentimento
E não condenso, mas grito
E tudo é meio que um conflito
E é bom, humano, sincero
Natural, abominável
Impulso, instinto, prisão
Um tipo único de maldição
Meu olho se desdobra
Meu olho dança
Meu olho oscila
Quando penso
Quando me inspiro
Quando me reflito
Quando existo
Além de mim
Além dos meus
Além dos aléns

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