REFLEXO DO POST “Sen-ti-men-tos

Meu mal é temer
Queria não sentir
Mas amo tremer
Ver meu humor ruir
Posso até parecer
Algo podre, ruim
Não me vejo assim
Não sei o porquê
Mas pareço saber
Por isso estou aqui
Declamando rotas
Atalhos em foças
Pedindo conselho
Sim, a mim mesmo
É tão abstrato
Mantenho contato
E tenho contado
Tudo de estranho
Novidades, arranho
Não as deixo intactas
Ponho o dedo, faço gancho
Batizo-as com estalos
A pálpebra cola fumegante
Amacei, amaço, constante
Rasgo e volto a montar
Nunca com o mesmo olhar
Fico zonzo, sempre tonto
Tolo de persistir, tentar
Fascínio é querer descobrir
Até no fracasso, rir
Encontrar coisa nenhuma
Se apaixonar ainda mais
Por essa danada de procura
Versos curtos, sem fim
Presentes da intuição
Vômitos de percepção
Lapsos de imersão
Meu mal é me entender
Queria ficar quieto
Mas amo me distorcer

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