Contemos outro… heroísmo
De outro ponto, mais confuso
Tiremos prazer de tudo isso
Da nobreza, do roteiro astuto
Sejamos mais sensíveis, íntimos
Mais ainda com os espetáculos
Demos pluralidade ao que é lindo
Agora em um passo não tão rápido

Protagonista vulnerável
E olhem só, acreditável
Com camadas volúveis
Fértil em diversos terrenos

Mutante. Frustrante!
Incomum. Tela azul!
Regressos. Processo!
Autoconhecimento
Autodescobrimento
Mutante! Emocionante!
Páginas em branco, sempre
Olhos incertos, ardentes
Interações trepidantes
Convicções oscilantes
Preso aos rótulos, usuais
Sob tratamentos nada cordiais
Mutante! Ameaça? Praga?
Mutante! Mudança? Alternância?
Quem diz o que é o quê?
Quem decide quem deve morrer?
Quem sabe se o normal é bom?
Quem sabe se só o normal é bom?

São conceitos e ideias tocantes
Complementados pela época
Do começo ao fim, estonteantes
Baques de atuações e estética
O dualismo entre luzes e percepção
A amizade, o amor, a desilusão
A claridade, a força, a subversão
A fuga da segurança não é negativa
A exorbitância da verdade rebobina a vida

A construção do mundo
Das suas linhas e contrastes
É baseada no mero e no profundo
No desvelamento dos detalhes
Cabe a nós, tentar preencher
O que ainda não é, primário, saber
De longe, dos lados, perceber
O que é e o que deveria ser

Tem turbulência mental
E ela é refletida de modo geral
Na narrativa que se arrasta
Nas transições nada básicas
Tudo é muito maleável e inconstante
A única solidez é o descontrole gritante
Mas nem tudo fica bem na fita
Alguns momentos caem no tédio
Mesmo coerentes, quebram expectativa
A lentidão é insanamente levada a sério
Mas o problema não é a velocidade em si
Mas o que ela falha em trazer como alegoria
Não tem como defendê-la tão pobre assim
Sua presença, com mais elementos, melhor seria

Fotografia adoradora de tons macios
Nunca desenha uma facada completa
Todo soco é suave e com leves rodopios
A construção é a coisa mais perversa
O lucro está nas formas em movimento
Nunca em um só estabelecimento
O que mais impressiona são os conjuntos
Sendo todos eles poeticamente imundos

A câmera foge de vários padrões
Incorpora o peso das situações
Vai mais fundo e sobe imponente
Cria atmosfera desconfortável, mas atraente
Chega a ficar de ponta-cabeça
Até entre dois extremos expressa beleza

É tiro!
É abraço!
É corpo!
É escombro!
É família!
É lembrança!
É horror!
É desencontro!
É transformação!
É ponto de mutação!

FX penetrando
O mundo dos heróis
Com seu jeito de algoz
Prezando pelo ardor
Surpreendendo com fervor
Ainda que toda cheia de contornos
Consegue ser POP com alguns adornos
Pode ser que não vingue como febre
Mas como arma criativa, ah se fere…
Uma produção fruto de uma parceria
Um show de personalidade megalomaníaca
A consistência é o que mais chama atenção
Tomara que continue sob essa orientação
FX prosseguindo bem em sua ascensão…


Anúncios