É quando a tormenta passa
E a poeira, sutil, se despedaça
A luz desliza tímida pelo Leste
É aí que tudo, e nada, acontece
O cheiro de terra molhada
O carinho na cabeça suada
O olhar que conta tudo calado
O peso do embaraço do pecado
Terço de madeira e tremedeira
Lágrimas se casando com goteiras
A mãe pede para não ser verdade
O filho teme o fim da tranquilidade
Dão as mãos e trocam omissões
Dão as mãos e alimentam ilusões
E as estrelas pingam, de todos os tipos
Enquanto as nuvens protagonizam sumiço
O tempo muda e nunca é o perfeito
A vida passa e nunca é vivida direito
A mentira vai fundo, engana até quem a diz
Por trás das ações, pesadelo de nunca ser feliz

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