REFLEXO DO POST “Literal mente (5)

Começou sem alarde
Cresceu com imensa fertilidade
Hoje é a maior das verdades
Inspira medo e instabilidade
Cruelmente, me faz sofrer
Ironicamente, corrosivo prazer
Quanto mais me delimito
Mais refém de mim mesmo fico
E as coisas que me controlam
Estão sob um controle maior
E as lágrimas que eu retardo
São parte de um problema sem dó
Eu não sei nomear
Não deixo ninguém entrar
Ninguém me conhece
Ninguém fica mais de um ciclo
Quando caio, levo o véu junto
Todos veem que sou bem no fundo
Alguém com bases genéricas e terroristas
Alguém que é seu vilão e sua vitima

Compulsão
Pobre coração
Me peço perdão
Em bolhas de sabão
A ilusão se acaba
Tudo que toco é desgraça
Se eu me abrir para o improviso
No primeiro segundo fico perdido
Zonzo, trêmulo, sem ação confiável
Tudo que almejo passa longe de palpável
Sou dependente decadente da ordem inumana
Sou escravo destinado a tecer uma simples trama

No palco da vida
Meu papel é me podar
Contar com todo o pessimismo
Em cada sonho, alegria e pesar

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