REFLEXO DO POST “Fronteiras nossas de cada milissegundo

Não somos menos
Somos tanto quanto
Somos incertos elementos
Somos ingredientes do momento
Somos perguntas, sim, e das grandes
Talvez as maiores que podemos palpar
Se é que palpar, perguntas, podemos
Se é que podemos, perguntas, palpar
Não somos fracos ou trêmulos
E se somos, que bom que somos
Pelo menos, não somos menos
Disso estou certo, acho que estou
É que outro dia, me perdi diferentemente
Não me vi indiferente, nem contente
Mas felizmente, não estive infeliz
Não sei como estive, mas estive maior
Maior do que acreditei ser para sempre
E nem foi para sempre que estive feliz
Estava comigo, mas não estava tão só
Tinha mesa e teoria e choro e nó
Nós desfeitos e uns prestes a serem
Outros nós eu nunca nomeei
Mas os vi, então, não bastaram
Ainda estão comigo, eu também
Me vejo maior, e na verdade, nem sou
Sou o mesmo, mas minha visão não é
Ela muda e eu mudo, mas sou o mesmo
Não sei explicar, mas já expliquei, acho
É que nem sei se sou quem acho que sou
Mas sou maior do que achei que era
Devo estar louco, e isso é bom, bom demais
Não mais do que eu mereço, se é que mereço
Mas acho que mereço, porque não esmaeço
Pelo contrário, brilho mais e fico mais feliz
Mais do que quando eu me via menor
E ainda sou pequeno, mas não menor
É que tamanho não importa, acho que não
O intuito não me deixa duvidar de mim
E isso é bom, é maravilhoso, acho que sim
Uso adjetivos que me descrevem agora, aqui
Não sei se estão certos, se estou certo, acho que sim
Estou maior do que antes, menor do que me almejo
Impressionantemente, acredito, estou feliz, sim
Incompleto, ignorante, pequeno, não menor, feliz
Não apenas feliz, mas por ora, felicidade reina
E eu vou terminar, mas não é término, não
Você sabe que voltarei, poesia é minha paixão
Mas já me prolonguei demais, traí a mensagem
Mas fingiremos que me mantive em menos de mil realidades
Se a suposição falhar e descobrirem as prorrogações
Não tem problema, os melhores frutos vêm de confusões

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