Pula, pula no pula-pula. Doce do algodão doce. Sobe e escorrega no escorregador. Gira, devagar, no carrossel, depois, mas rápido, nas xícaras, depois, na vertical, na roda… gigante. Perde moeda, rodando, no chapéu… mexicano. Oscila na barca, na montanha… russa. Toma suco, refrigerante, fôlego. Salta na piscina de bolinas, nos braços do pai. Salta… fora, da preocupação da mãe. Sorri no sorvete que escorre no canto da fenda e encontra a marca de nascença. Pinta o sete no tiro… ao alvo. Adivinha o último número da última tentativa da roleta que entrega surpresas, que a todos fascina. Urso… de goma, de pelúcia, de cartolina, de grafite na barra da bilheteria. Sua, corre, pula, gira, sacode, toma, entrega, nada, sobe, desce, vive, se diverte. Férias, janeiro, parque, descanso, lapso, fragmentação, distorção, escapismo. Parentes de longe, amigos de todos os tipos, cores de um tempo bonito… infância, som sem fronteira, atmosfera mais que especial, tudo fora do normal. Cada canto dispara um desejo, um alarme, um anseio, uma redescoberta da aventura, da adrenalina pura, da falta de dever de casa, da noite que demora a acabar e da manhã que não será vista por baixo das cobertas. Cada ingresso comprado é uma felicidade firmada. Cada ingresso entregue é um alívio seguido de combustão. Cada ingresso não é o mesmo processo, é nova vida que se renova em toda a simplicidade da coisa toda. O reflexo nos copos, nos ferros que embaçam as luzes que piscam, no olhar que transborda alegria, genuína alegria. “Posso ir de novo, pai?” “Olha lá, pai!” “Uau, que animal!” “Ah, mas já?” “Lembra daquela hora em que…?”

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