Ações
Minhas
Literais
Ambíguas
Fatais
Teóricas
Regionais
Cogitadas
Executadas
Reafirmadas
Sinceras
Até demais
Sempre delas
Suas
Nuances
Não me traem
Nunca
Jamais
É verdade
Dizem tanto
Quando me calo
Pintam mundos
Na minha escuridão
Entre versos
São imensidão
Estalo de dedos
Piscar de olhos
Redundâncias
Queridas ânsias
Meninas danças
Comemorações
Subo degraus
Ganho a mim
Tenho o poder
O que importa
Abro minha porta
Me abraço forte
Toco meu peito
Sinto a batida
Da música
Da despedida
Dos desencontros
Dos reencontros
Dos renascimentos
Das falhas quentes
Dos perdões fluidos
Da paciência, recompensa
Do amor sem definição
Do calor sem dúvida
Ações para quem fica
Para quem não me deixa
Para quem me habita
Para quem me quer
Meu bem, meu querer
Meu benquerer vive
Das cinzas, ressurge
Convido-o para entrar
Não conheço-o direito
Mas sem medo, o aceito
É meu, demorou, mas veio
Como é meu, como mereço
Finalmente, em mim, me vejo
Finalmente, meu eu, meu apreço
Doeu, caí, aqui, ali, corroeu, venci
Por ora, cochilo, me vivo, me recebo
Sou broto do que tanto sonhei, enfim
Sou botão verdejante, cheio de mimo, de mim
Sou todo o melhor de mim que um dia não cri

Inspirado no episódio #110 “All the Things”, da série “Good Behavior” (2016)

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