Pulamos
Do meio, ao outro
Em cada, todos
O afago não é pouco
Conversamos
Ideias, dignificamos
Damos opinião, apoio
Somos mais fortes juntos
Tão longe um do outro
Partilhamos respeito, empatia
Fazemos o melhor a cada dia
Somos os mais diversos assuntos
Mas nos apegamos aos profundos
Tem cheiro de tranquilidade
De mutação inédita, sinceridade
Toda outra vez é outra conexão
Tenho outra mente, estendo outra mão
Ainda de repente, abro o velho coração
Trocamos relatos de afetos
Pincelamos ódios e mistérios
Nos reabilitamos em cada um
Nunca nos definimos em um
Pulamos, mergulhamos, sentimos
Todas as amarras do destino
Mas não deixamos ele nos podar
Não aceitamos simplesmente parar
Somos mais ao abacarmos mais
A maioria é questão, mas satisfaz
A beleza está na persistência, teimosia
Não nas certezas ultrapassadas, frias
A quentura é nossa liga de fermentação
Sem ela, somos pesos de papel, ilusão

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