Eu digo o que você quer ouvir
Mas nunca paro de, em mim, existir
Por dentro, ecoo minha maior verdade
Não me engano, assumo toda a vontade

Ainda não parti teu coração
Provavelmente, não tentarei
Te amo demais para te perder
E você, meu eu, nunca realmente teve
Pois o que você vê nos reflexos
Não é a felicidade que eu espero
Nem o apreço que eu posso exalar
Infelizmente, talvez, você nunca saberá
Vivo de suprimir todo alarme, sinceridade
Nas sombras da sobriedade, pulso cautela
Apenas observo quem não se prende, pela janela

Eu faço o que você aceita
Cruzo as linhas mais comuns
Pinto meus céus de típicos azuis
Mesmo querendo anormalidades
Para você, se eu fosse eu, não seria seu
Para mim, te ver sem chão não é opção
Então, eu me esmaeço, já estou acostumado
Acho que já pago pelo meu tal pecado

Vamos assim
Um sem saber o todo
Outro sem se viver ao todo
As diferenças sempre excluem
Mancham as melhores intenções
São cruéis em qualquer contexto
Através das inseguranças das gerações

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