REFLEXO DO POST “Absorção

A vida que é tudo, e nada
A batalha de medalhas
Cai o fundo da alma
Cresce o pó da cara
Caros, nomes de ouro
Manchados com lágrimas
Pegadas nas costas de carvão
Na promoção, auspicioso coração
Freguês excluído, banido, possuído
Ligado ao todo que nunca é fingido
Inimigo de si, o homem não se ama
Amor é raridade, loucura, vulgaridade
Fora dos padrões, piscam neurônios flácidos
De rugas, celulites, derrapagens, ultrajes
Fadas de mágicas sebosas, humanidades
Que via é essa que só julga preto e branco?
Que vida é essa que só tira e põe o manto?
Cadê a luz de mais de um terror e encanto?

Cinza meu delírio
Meu devaneio menino
Meu mal, acalanto ilícito
Preto meu horror básico
Meu poço, meu fundo fácil
Meu rasgo, meu mormaço
Branca minha divindade
Minha censurada alteridade
Minha fétida representatividade

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