REFLEXO DO POST “Um conto?

Me perco, ainda
Em mim mesmo
O mesmo que não se crê
Há vezes, sem saber
Me encontro intacto
Outrora, em cacos
Nadando no nada
Menosprezando tudo
Sob a nata da causa
O pingo do primeiro “i”
Revelando mesmices
Seus valores incríveis
Seu poder ardente
Só quem sabe, não…
Menos autoestima, agora
Joguei a luz para fora
Janela embaçada é pura
Bato o sino e o dedo
Sai som e resto de glória
Apaga-se vela de coragem
Burla-se aroma de vontade
Dói o osso, queima o olho
No dia por dia por dia…
Heróis invisíveis, sem capa
Sem saturação excitante
Sem precedentes apoteóticos
Apenas seres flamejantes
Ecoando bondade alienígena
Simplicidade tida como loucura
Espelhos da nobreza intocada da alma
Lendas vivas contando possibilidades
Me perco em suas maravilhas
Parecem tão distantes, ainda
Em mim, nunca as vi, senti…
Talvez foi delírio, tentação
Bocejo alucinógeno bucólico
Pedido de socorro embutido
Mesmice maligna infindável
Dilema sem cores várias
Apenas dúvida incandescente
Por enquanto, espinhos
Beijos faceiros, embrulhados
Toques suaves, ora tardios
Meninos em homens
Doces em socos
Alergia à agonia
Progresso… sem rumo?

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