Bateria e olhar, vermelhos
Cortina e luz que desaparecem
Saturação é areia na ampulhata
Eita, dia, eita, noite, eita, vida
Eita, paz, eita, frio, eita, agonia
Corpo que desbanca, dolorido
Peças do quebra-cabeça perdidas
Partes do hoje que diluem seu sentido
Céus são águas e travesseiros
Um parágrafo, um contato último
Um assento, um alento, um veneno
Dobradura dos joelhos empoeirados
Um sorriso qualquer, logo roubado
Não se pode driblar o repouso
Não há força contrária, divino esforço
O peso é incontrolável e ascendente
Fim de ciclo, fim de capítulo
Fim de estalo, de ano, de mito
Fim de apego, de fogo, de grito
Existimos plenos em sono finito
Produnfamente reclusos, retraídos
Nos transformando em velhas novidades
Fomentando novos tipos de contrariedade
Bateria e olhar, amanhã irão voltar
Por ora, abraço, portão, memória
Recaptulação, reflexão, (in)satisfação?

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