“Tudo é temporário”
Disse o cartaz rasgado
O menino na gravação
A senhora no fim da fila
O tempo sorrindo
Todos de seus pódios
Antes ou depois do topo
Incertos e gloriosos
Sábios sem desgosto
Não esperavam demais
Lamentar nunca satisfaz
Soltaram o verbo mais cru
Citaram o destino mais nu
Pintaram o céu de todo azul
Chamaram o maior medo de “tu”
“Tu não és meu dono, tempo”
Disse a versão do cartaz no Facebook
O agora homem ao seu menino
A lápide da senhora na última fila

Tudo é temporário
Tudo é do tempo
Podemos escolher…
Viver ou só temer

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