Sufocamento típico
O cinza morto, o verde vivo
Ganho de posse, perda de espírito
Tapa necessário do novo degrau
Para o bem maior, mais um mal
Assim justifica-se outra dor
Queda da paz, alta do calor
Menos cuidado, esmero, pudor
Mais brilho, concreto, valor
Vão-se os de ontem, serenos
Vêm-se os de hoje, extremos
Em poças de sangue e veneno
Sob joias e moedas, nos vemos
Até não sobrar mais nada corrompível
Até não sobrar mais nada restituível
Até sermos ecos de nós mesmos
Até nos afogarmos em desejos
Até sermos, em nós, abismos
Até lamentarmos tudo isso

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