O mundo é do rico, do pobre
O mundo é da boa e má sorte
O mundo é da justiça e do horror
O mundo é da cobiça e do clamor
O mundo é casa, é único, é organismo
O mundo é brasa, é travessia, é ser vivo
O mundo é parte de quem já fomos
O mundo é parte de quem somos
O mundo é parte de como, quem sabe, não viveremos
Se não cuidarmos de quem nos cospe, nutre e acalanta
Se não valorizarmos quem nos cobre, envolve e encanta
Se não nos lembramos da missão que nunca termina
Se não a classificarmos como honra, dádiva, e não sina
O mundo não mais terá sua fenomenal, estonteante vida
O mundo não pode esperar por outras, descaradas, desculpas
O mundo não pode se regenerar sozinho, não sem ajuda
O mundo não pode vencer seu declínio sozinho, sua maior luta
O mundo será apenas marca cinza no silêncio do universo
Só outra morte celestial causada por nós, não por acaso
Se não nos vermos como o mundo, ele não será mais nada

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