Gosto de mim, sim
Não desde ontem
Nem me fale de “sempre”
Não foi fácil, creio que não
Não sem horror, depressão
Um tanto de arame, sangue
Nem só lantejoula ou ampola
Nem cortes profundos, imundos
Uns absurdos, surtos, curtos
Outros silêncios malucos, lúdicos
Mas eu acho que me amo
Nem sei ao certo, o quanto
Mas é certo que, por enquanto
É do bem, bem suficiente
Eu me vejo como gente
Eu não me derrubo de repente
Não saboto minha raiz
Não me impeço de ser feliz
Sabe, eu quase me amo
Mas não é para tanto
Sabe, por enquanto
Eu me gosto, e pronto
É melhor do que ontem
Não há comparação com o resto
Eu me dou mais do que afeto
Meu valor, eu não, não mais, me nego
Eu gosto de mim, prometo que sim
É tanto que não minto no fim
Hoje é bem diferente, é simples assim

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